Após ser notificado, líder dos azuis e brancos terminou abruptamente as miniférias em Vila Nova de Cerveira e regressou ao Porto. Foi acusado, em conjunto com o seu número dois, Reinaldo Teles, de corrupção desportiva. Depoimento de Carolina Salgado foi fundamental, garante o Correio da Manhã.
Pinto da Costa, presidente da SAD portista, o número dois Reinaldo Teles e o ex-árbitro Jacinto Paixão foram acusados pela equipa do Ministério Público, liderada por Maria José Morgado, dos crimes de corrupção desportiva, no âmbito do processo que envolve o jogo FC Porto-Estrela da Amadora. Foram também acusados o empresário António Araújo e os árbitros auxiliares José Chilrito e Manuel Quadrado. As suspeitas que recaíam sobre o árbitro Luís Lameira, que intermediou os contactos entre António Araújo e Jacinto Paixão, foram arquivadas. Um segundo arquivamento ilibou o árbitro Paulo Silva de suspeitas.
O despacho terá sido ontem notificado aos arguidos e o CM sabe que Pinto da Costa foi um dos dirigentes a ser notificado, o que motivou um ‘rápido’ final de férias. Pinto da Costa deixou ontem a casa de campo, em Vila Nova de Cerveira, tendo-se imediatamente dirigido ao Porto, onde terá contactado o seu advogado. O causídico é Gil Moreira dos Santos que ontem também passou todo o dia no Tribunal de S. João Novo, a defender Espregueira Mendes, administrador da Portocomercial e acusado de burla qualificada.
O despacho visando Pinto da Costa foi concluído no final da semana passada. E a equipa que investiga as certidões do ‘Apito Dourado’ conta também terminar a maioria das investigações pendentes até ao final deste mês.
Neste caso, que motivou a acusação dos principais dirigentes azuis e brancos, estão em causa eventuais suspeitas de corrupção à equipa de arbitragem, liderada por Jacinto Paixão. O processo foi reaberto no início deste ano, depois das declarações de Carolina Salgado. Num despacho datado de 16 de Janeiro, Maria José Morgado sustentava que os esclarecimentos da ex-mulher do dirigente portista permitiam descodificar as escutas telefónicas e estabelecer o nexo de causalidade que permitiria indiciar os arguidos pelos referidos crimes.
As autoridades tinham também reunido diversa prova testemunhal e documental ao longo da investigação. Desde as escutas telefónicas onde Jacinto Paixão pedia a António Araújo que lhe arranjasse “fruta” (o Ministério Público defende que estavam a falar de prostitutas), até ao pagamento do jantar, à equipa de arbitragem, tudo feito com um cartão de crédito da SAD portista. A PJ ouviu também, durante o inquérito, as referidas prostitutas, que confirmaram o encontro com o trio de arbitragem. O relatório da equipa de peritos indicia também que o FC Porto terá sido beneficiado. O Ministério Público sustenta que a “oferta” de serviços aos árbitros tinha como “propósito falsear o resultado da competição”.
Quanto ao depoimento de Carolina Salgado, que acabou por consolidar a prova, a equipa de Morgado definiu-o como credível: “A credibilidade da testemunha resulta da razão de ciência dos seus conhecimentos e não de outras considerações mais ou menos estranhas ao processo”.
O QUE DISSE CAROLINA SALGADO AOS PROCURADORES
O depoimento de Carolina Salgado foi fundamental para permitir a reabertura do processo. No despacho datado de 16 de Janeiro e assinado por Maria José Morgado, pode ler-se que a ex-mulher de Pinto da Costa afirmou que as visitas dos árbitros a casa do mesmo não eram de mera cortesia, mas tinham “como pano de fundo os desafios de futebol em que fosse interveniente o FC Porto”.
Carolina Salgado disse também que era António Araújo quem contactava directamente com os árbitros, sempre a mando de Pinto da Costa. E que os encontros serviam depois para combinar prendas, em dinheiro ou em objectos, como favores sexuais. A testemunha explicou ainda que os termos “fruta”, “fruta de dormir” e “café com leite” correspondiam aos pagamentos feitos aos árbitros, configurado no serviço de prostitutas.
OUTROS PROCESSOS PENDENTES
Pinto da Costa também deverá ser acusado no processo que envolve o jogo Beira-Mar-Porto, a contar para a época 2003/2004. O árbitro foi Augusto Duarte.
ESCUTAS
"Quer fruta para dormir. (...) O homem que vai ter consigo esta tarde. (...) O JP. Pediu-me rebuçados para a noite. E café com leite.” António Araújo, falando com Pinto da Costa, já no dia do jogo
"Só estou a dar-lhe... dar conhecimento ao presidente, se não isto fica.... eu estou sempre ao dispor, também não há necessidade.” António Araújo, ainda em conversa com Pinto da Costa
“Já mandei a fruta. (...) Diga que sim senhor. A fruta já foi mandada.” Pinto da Costa, para António Araújo
MP DO PORTO GARANTIA NÃO HAVER PROVA
O despacho que inicialmente arquivou as investigações assegurava não haver prova. Dizia então o procurador que não cabia “ao MP julgar sob o ponto de vista ético os divertimentos que o António Araújo proporciona e quem deles se aproveita”, assegurando ainda o magistrado serem condutas banais no “complexo mundo de futebol”.
O despacho referia ainda existirem falta de provas e lembrava que sem elas era impossível obter “um grau de certeza razoável, de que os serviços foram oferecidos como contrapartida de uma actuação fraudulenta dos árbitros”.
ÁRBITRO
Jacinto Paixão abandonou a arbitragem após ter sido envolvido no processo ‘Apito Dourado’. Em entrevistas televisivas, garantiu que estava inocente e assegurou que o processo teve efeitos devastadores na vida pessoal.
CRONOLOGIA DO PROCESSO
24/01/04
O FC Porto jogou com o Estrela da Amadora. Ganhou por 2-0 num jogo apitado por Jacinto Paixão.
30/11/04
PJ vai a casa de Pinto da Costa, com mandados de busca e detenção. Líder do FC Porto não estava em casa.
03/12/04
Pinto da Costa apresenta-se no Tribunal de Gondomar e é formalmente detido pelo procurador.
24/04/06
MP do Porto arquivou o processo por considerar que as escutas não permitiam detectar o “nexo de causalidade”.
16/01/07
Maria José Morgado assina despacho onde reabre oficialmente processo. Justifica-o com declarações de Carolina.
12/06/07
Pinto da Costa é notificado da primeira acusação contra si deduzida. Há outros processos pendentes.
TRÊS MILHÕES DE PREJUÍZO
Os Dragões Sandinenses exigem uma indemnização de três milhões de euros pelos prejuízos sofridos por não terem ascendido à II Liga, na época 2003/2004. O campeonato foi disputado até à última jornada, mas as escutas telefónicas revelam um compadrio com diversos árbitros para que o clube de Gondomar fosse beneficiado.
O pedido de indemnização agora junto ao processo será discutido no julgamento que será marcado em Gondomar e onde 24 arguidos, entre eles Valentim Loureiro, serão julgados por dezenas de crimes de corrupção. No pedido cível que o CM consultou, os Dragões Sandinenses requerem ainda que a Olivedesportos informe o tribunal de qual o montante médio de receitas televisivas nos jogos televisionados das II e I Ligas.
NOTAS
ÁRBITROS À ESPERA
A investigação à classificação da arbitragem, que envolve mais de uma dezena de árbitros da 1.ª categoria, ainda não está terminada.
INSTRUÇÃO NA FIGUEIRA
Nos próximos dias deverá ser lida a decisão instrutória, na Figueira da Foz, no processo de corrupção que envolve Valentim Loureiro e Paulo Baptista.
GONDOMAR SEM DATA
O julgamento em Gondomar, cuja instrução pronunciou 24 arguidos, só deve começar em Outubro. O tribunal ainda não marcou qualquer data.
quinta-feira, junho 14, 2007
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Apitadelas2: Pinto da Costa acusado de corrupção por Maria José Morgado |
quarta-feira, junho 13, 2007
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Database: Os últimos 20 Campeões Nacionais de Juniores |
Os últimos 20 Campeões Nacionais de Juniores:
1987/88 - Benfica
1988/89 - Benfica
1989/90 - FC Porto
1990/91 - Guimarães
1991/92 - Sporting
1992/93 - FC Porto
1993/94 - FC Porto
1994/95 - Boavista
1995/96 - Sporting
1996/97 - Boavista
1997/98 - FC Porto
1998/99 - Boavista
1999/00 - Benfica
2000/01 - FC Porto
2001/02 - Alverca
2002/03 - Boavista
2003/04 - Benfica
2004/05 - Benfica
2005/06 - Sporting
2006/07 - FC Porto
Títulos totais por Clube:
Benfica - 22
FC Porto - 19
Sporting - 12
Boavista - 4
Académica - 3
Leixões - 1
Belenenses - 1
Sp. Braga - 1
V. Guimarães - 1
Alverca - 1
Unidos Barreiro - 1
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Legalite2: Jogo violento punido com quatro jogos de suspensão |
A Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) defende um "agravamento" da punição por jogo violento, propondo que os castigos possam ir até quatro jogos de suspensão, ou seja, o dobro do que os regulamentos prevêem actualmente.
A novidade foi anunciada hoje pelo presidente da Comissão Disciplinar (CD) da LPFP, no final de uma reunião de cerca de duas horas com os clubes e as sociedades desportivas, que se seguiu à de sexta-feira passada com "juristas qualificados", tendo em vista mudar o regulamento disciplinar, já na próxima Assembleia Geral.
Essa reunião magna ainda não tem data marcada, mas a CD já definiu pelo menos duas "alterações pontuais" que quer ver aprovadas: uma é o já referido agravamento das penas para os atletas que pratiquem jogo violento, que, quando não há disputa de bola roça a pura agressão. Nos casos em que há agressão, lembrou Ricardo Costa, a punição já é de cinco jogos para o infractor. O jurista realçou também que tal proposta visa a "uniformização" com os regulamentos da Federação Portuguesa de Futebol, que para os casos de jogo violento já prevê que os castigos podem ir de um a quatro jogos. Outra "novidade" anunciada pelo presidente da CD da Liga prende-se com os famosos e por vezes polémicos processos sumaríssimos. Neste domínio, a proposta vai no sentido de intervir quando "o árbitro não viu e não ajuizou" uma conduta grave, isto é, quando houve uma situação considerada de "relevância excepcional".
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Legalite2: Cargo no FCP sustenta acusação a Nuno Cardoso |
A inclusão de Nuno Cardoso, em 1999, no Conselho Consultivo da SAD do F. C. Porto acabou por ser prejudicial para o ex-presidente da Câmara do Porto. De acordo com informações recolhidas pelo JN, este é um dos pilares em que o Ministério Público (MP) sustenta a acusação por crime de participação económica em negócio, considerando indiciado o interesse pessoal de Cardoso em beneficiar o clube portista, no âmbito da permuta de terrenos do Plano de Pormenor das Antas (PPA) com quatro lotes da frente urbana do Parque da Cidade.
Para o MP, esta alegada intenção terá existido neste processo, mas não foi detectada noutro inquérito arquivado em Outubro de 2005, relativamente a outros proprietários de terrenos da Antas, em negócios cujas "indemnizações sobreavaliadas" terão gerado para o erário público um prejuízo de 8,5 milhões de euros, segundo a Inspecção Geral de Finanças (IGF).
Na altura, para arquivar também quanto a participação económica, o MP deu como assente a reduzida força negocial da autarquia, por via da urgência em avançar com obras do Euro-2004 e também por não haver intenção, do autarca, em beneficiar terceiros.
O JN sabe que a acusação agora proferida - que inclui, ainda, engenheiros avaliadores da autarquia e os vice-presidentes portistas Angelino Ferreira, Adelino Caldeira e Eduardo Valente, por intervenção nas escrituras e alegada cumplicidade - alude, ainda, a uma intervenção ilegítima dos dirigentes do F. C. Porto nas negociações da autarquia com a família Ramalho para a permuta dos terrenos necessários para a aprovação do PPA e construção do Estádio do Dragão, a tempo do Europeu. A família então proprietária daquelas parcelas nas Antas apenas aceitaria a permuta se a autarquia lhe arranjasse comprador para os terrenos do Parque da Cidade - condição imposta a Nuno Cardoso. Para o MP, terá sido pela intenção de beneficiar o clube no qual detinha um cargo de representação institucional que Cardoso, no dia da escritura de permuta em que afinal apareceu o F. C. Porto, exarou um despacho a assinalar a urgência da mesma. Esta seria a forma de ultrapassar o facto de o outorgante já não ser a família Ramalho, nos termos do negócio aprovado pelo Executivo então liderado por Fernando Gomes. Este negócio com mudança de outorgantes, recorde-se, foi posteriormente ratificado pela vereação e pela Assembleia Municipal.
Avaliações justas
Todavia, para a IGF, a discrepância dos valores permutados terá gerado um prejuízo para o erário público entre 2,5 e 3,3 milhões de euros. Por outro lado, conclui a mesma auditoria, o interesse público da escritura perdeu-se no momento em que o F. C. Porto comprou os terrenos à família, já que poderia entrar com essas parcelas para a futura operação urbanística. Assim, conseguiu depois vender os lotes do Parque da Cidade por mais de seis milhões de euros, após ter permutado com base no valor de quatro milhões.
Por estes factos, a investigação, que não detectou indícios de corrupção ou peculato da parte de Cardoso, concluiu pela acusação de participação económica em negócio - um crime alusivo à intenção de lesar o erário público em benefício pessoal ou de terceiros.
Conforme o JN já noticiou, a defesa do ex-autarca deverá agora rebater a acusação argumentando não ter existido intenção de beneficiar o clube nem prejudicar a autarquia e que as avaliações eram as justos à data, em obediência as princípios de boa-fé.
terça-feira, junho 12, 2007
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Megafonix2: Tarado por lingerie detido em Viana do Castelo |
A PSP de Viana do Castelo identificou e deteve um homem que nos últimos tempos vinha lançando o pânico nas ruas, apalpando os seios de mulheres, além de furtar diversas peças de lingerie dos estendais dos domicílios, apurou o JN.
Com uma tara especial por tangas, fios dentais e soutiens, o suspeito acabou por confessar à Polícia que as lingeries que coleccionava davam-lhe "uma grande satisfação sexual". Uma busca realizada no domicílio do indivíduo, nos subúrbios de Viana do Castelo, deixaram os agentes policiais perplexos. Foram resgatadas mais de 200 peças de roupa interior de mulher, furtadas na sua maioria de estendais de residências, não só na área da PSP como, também da GNR.
A busca permitiu ainda aos polícias confiscarem objectos em ouro, armas brancas e matracas, a maioria dos quais furtados durante um assalto que o suspeito protagonizou por meio de escalamento e arrombamento, em Fevereiro último, a uma residência na região. A propósito, a PSP identificou um ourives da cidade, por receptação, por ter adquirido algum do ouro furtado ao suspeito.
Em liberdade
O detido, de 24 anos, solteiro, operador de gruas e residente na região de Viana do Castelo, é ainda suspeito de pelo menos mais de uma dezena de casos em que, na via pública, apalpou os seios de mulheres transeuntes, colocando-se depois em fuga.
O comissário João Amaral, da PSP de Viana do Castelo, confirmou, ao JN, que existem "várias queixas, mas que é possível que tenham ocorrido muitos outros casos em que as vítimas, por vergonha, não tenham feito qualquer participação à Polícia".
Segundo o JN apurou, o jovem foi detido no passado sábado, em flagrante, por um guarda prisional à civil, que o entregou sob detenção à PSP, depois de ter praticado dois roubos por esticão, em Viana do Castelo, com um curto intervalo de cinco minutos. A primeira vítima foi uma mulher de 55 anos, que seguia acompanhada pelo marido, e a segunda uma mulher, de 30 anos, que teve necessidade de receber tratamento hospitalar, devido a ferimentos por ter resistido.
Submetido ontem de manhã a primeiro interrogatório judicial, o suspeito foi libertado, mediante apresentações periódicas no posto da GNR da área da sua residência, até que seja sujeito a julgamento.
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Megafonix2: Mulheres proibidas de trabalhar à noite no Kuwait. Indústria do Alterne não tem viabilidade por lá... |
O parlamento do Kuwait aprovou um projecto-lei que proíbe o trabalho das mulheres entre as 20h e as 7h da manhã em todas as instituições, clubes e centros comerciais do país.
Segundo a agência Kuna, a nova lei apenas permite que as mulheres trabalhem em horário nocturno nos hospitais. Os deputados islamistas, que controlam o poder legislativo, afirmaram que o objectivo da nova lei é «proteger a mulher contra as injustas condições de trabalho» e «evitar acções imorais», principalmente nos clubes nocturnos.
Recorde-se que o Kuwait deu vários passos a favor dos direitos das mulheres, nos últimos anos, tendo em Junho do ano passado permitido, pela primeira vez, a sua candidatura às eleições parlamentares.
Comentadores referiram que a nova lei visa principalmente as imigrantes, uma vez que as mulheres do Golfo Pérsico não costumam aceitar trabalhos nocturnos. No Golfo Pérsico, trabalham milhões de imigrantes, nomeadamente mulheres originárias na sua maioria de países asiáticos, sobretudo das Filipinas e da Índia.
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Legalite2: Ricardo Costa, presidente da CD da Liga, não quer ser o justiceiro do futebol |
Que garantias deu a Liga a Luís Filipe Vieira, em matéria de "Apito Dourado", para o Benfica aprovar a Taça da Liga?
Da minha parte nenhumas.
Mas houve um reforço de atenção da CD da Liga em relação ao Apito Dourado?
Não dou qualquer informação sobre esta matéria porque estou vinculado à confidencialidade e sigilo que o Regulamento Disciplinar me impõe. Penso é que há aqui momentos e picos de excitação.
E a que atribui esses picos de excitação?
Tem que perguntar aos responsáveis pela excitação. O que eu digo é que nós não somos nem seremos uma justiceiros do passado do futebol português, nem vamos ser nós que vamos fazer aqui uma espécie de ajuste de contas. E compreendam que o nosso ritmo não é o ritmo dos títulos dos jornais.
E têm saído muitas falsidades?
Nestes últimos 15 dias sim. E não as vou comentar porque acho que quem as põe cá fora é que tem que as comentar. Agora, gostava também de dizer que até hoje a CD não deu razões para se entender que nada seria feito e nada seria decidido. Não preciso que ninguém me pressione, que alguém me dê recados ou me condicionem para trabalhar.
Mas não se sentiu pressionado com estas palavras do presidente do Benfica?
Nada. E penso que se estava a referir a declarações do Dr. Hermínio Loureiro, em que reafirmava a confiança que tinha na CD quanto ao exercício de poderes e dava nota de informação que já era velha, nomeadamente daquilo que era público: que eu e a Dr.ª Maria José Morgado tínhamos feito uma reunião em Fevereiro e que supostamente teríamos estabelecido uma cooperação entre o MP e a Liga no sentido de trazer para a Liga factos, ocorrências, autores que pudessem permitir à CD trabalhar.
É verdade que o inquérito disciplinar a vários árbitros e dirigentes foi o primeiro?
O que posso dizer é que a CD não actua nem é determinada por quem quer que seja. E houve há uns dias uma ideia supostamente verdadeira mas que eu acho incompreensível e que apenas pode ser explicada por desconhecimento da matéria: a de que o MP teria obrigado a Liga a instaurar processos em virtude de factos relativos ao "Apito Dourado". O MP não tem poderes para o fazer. E a CD usufrui de uma autonomia e independência próprias para o exercício das suas competências, que é reconhecida pelas leis desportivas e pelo regulamento disciplinar da Liga. A autonomia é total, mas só tem consistência se beneficiar da colaboração do MP e tribunais.
Precisa da ajuda da Dr.ª M. J. Morgado
Precisei e vou precisar da colaboração da justiça criminal, porque é ela que tem tido os meios para apurar determinados factos que nos podem interessar. Mas atenção, a haver processos disciplinares nós não podemos irradiar ninguém nem suspender por tempo indeterminado. Por uma razão: as penas de irradiação e de suspensão indeterminada são proibidas pela lei desportiva. E também lhe garanto que não vamos colocar ninguém na cadeia, porque essa não é a nossa parte.
Hermínio Loureiro disse que quer ver questões relacionadas com "Apito Dourado" resolvidas até final da próxima época...
É o objectivo dele e no qual me revejo mas a CD vai decidir no seu tempo próprio.
E foi por isso que foi contratado em Fevereiro um instrutor para se dedicar em exclusivo ao "Apito Dourado"?
Não e há duas imprecisões: entrou em Março e não veio para trabalhar no "Apito Dourado" na Liga. A contratação resulta da necessidade que encontrámos de reformar o departamento de contencioso, porque verificámos um problema de celeridade processual.
Desde Março, apenas um inquérito disciplinar relacionado com Apito Dourado...
Não confirmei isso. Permanece o segredo processual que para mim é importante. Um exemplo: alguém soube que o presidente do Benfica tinha um processo disciplinar desde Novembro de 2006, quando em Março/Abril saiu o resultado? Ninguém!. O facto de se ter sabido, porventura, só teria acrescentado ruído, confusão, polémica.
Há perigo de prescrição neste caso?
É um risco de todos os processos.
A CD acha as escutas válidas para instaurar inquéritos ou tem que fazer prova em relação aos factos?
Isso também no seu tempo próprio vamos ver qual a fundamentação em relação a isso. Agora, é evidente que é preciso que se perceba que tanto em matéria de tempo como em matéria de factos estamos dependentes da justiça comum neste processo.
A CD não tem as mesmas regras de análise e investigação que o MP...
Tenho alguma dificuldade em qualificar alguma investigação na CD. Nós temos uma investigação aqui muito frágil, muito breve, muito pouco consistente. Estamos vocacionados para analisar relatórios de árbitros, de delegados da Liga, de observadores dos árbitros, da Comissão de Análise, percebe? Quando vamos analisar relatórios de forças policiais ou uma peça do MP isso para nós é excepcional. O que fazemos nos processos em geral é ouvir pessoas, é inquirir testemunhas, confrontá-las com os factos. Mas nós não podemos fazer muito mais do que isto. Nós não podemos fazer escutas, como é evidente. Nós vamos aproveitar o que nos possam dar e confrontar com certeza esses factos com os seus autores para que possamos comprovar ou não.
Acha que a opinião pública perceberia se se chegasse a Junho de 2008 sem ninguém condenado na justiça desportiva?
Há alguns meses ouvi o procurador-geral dizer uma coisa muito simples: a Justiça é tão bem feita seja absolvendo seja condenando. Nada mais certo. O facto de nós actuarmos não quer dizer, como toda a gente está à espera, que haja condenações.
"Sumaríssimo é bom se não provocar instabilidade"
Porque usou menos sumaríssimos que as comissões disciplinares anteriores?
Talvez porque tenha delimitado com muito rigor os requisitos de um sumaríssimo. Quando estamos a falar desse processo é bom que se saiba que pode abranger duas hipóteses: uma quando o árbitro se engana na identidade do jogador na amostragem do cartão; fizemos isso no Trofense-Rio Ave e no Boavista-Sporting. A outra é aquela que permite sancionar condutas graves não vistas pelos árbitros. Para o fazermos têm que se verificar três condições: primeiro, o árbitro não ter sancionado; segundo, a conduta ser grave, seja pondo em grave risco a integridade física seja grave para a ética desportiva exigida aos intervenientes no jogo; terceiro, e este é que motiva uma aplicação rigorosa do sumaríssimo, que o comportamento tenha uma relevância excepcional. Quando é que para nós o comportamento tem uma relevância excepcional? Quando o árbitro, mesmo não tendo apitado, não vê o lance e não o consegue avaliar. A CD não vai estar sempre a suprir todos os erros de arbitragem. Só vai suprir aqueles que escaparam ao juízo do árbitro. Se as imagens TV me demonstrarem que o árbitro não viu, não ajuizou, então sim. O caso Derlei é exemplar nisso. Vimos mais alguns merecedores de sumaríssimo, mas todos eles vistos pelo árbitro, como foi o caso do Caneira na mesma jornada. Quando me dizem que eu acabei com os sumaríssimos, eu não acabei nada com os sumaríssimos. Porventura, aplicámos menos, de acordo com os critérios.
Que alterações ao regulamento disciplinar está a preparar-se para propor no âmbito dos sumaríssimos?
Vou propor que haja uma mudança dessa norma no sentido de em vez de lá ter relevância excepcional, dizer que a equipa de arbitragem não viu o lance e não o pôde julgar.
E é para manter a figura do sumaríssimo?
O sumaríssimo é bom, mas se provocar ruído e instabilidade, será melhor reponderar se vale a pena ou não continuar com ele.
quarta-feira, junho 06, 2007
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Sexão: Mulheres preferem chocolate ao sexo |
Mais da metade das mulheres britânicas preferem comer chocolate a fazer sexo, revelou um estudo da Universidade do País de Gales divulgada esta terça-feira. Já os homens no Reino Unido confessam que, como seria de esperar, preferem acto sexual, em detrimento do chocolate.
Dos 1.500 entrevistados, metade de cada sexo, 52 por cento das mulheres afirmaram preferir o «prazer garantido» de uma barra de chocolate a ter relações com alguém do sexo oposto. Já para 87 por cento dos homens inquiridos, o sexo é a primeira escolha.
O estudo foi encomendado pela Cadbury. O trabalho consistiu em analisar a ligação entre o chocolate e a produção da endorfina, conhecida como a «hormona da felicidade». Segundo o inquérito, tanto os homens (57 por cento) como as mulheres (66 por cento) consideraram que comer chocolate melhora o humor.
O inquérito revelou também que embora os homens prefiram uma noite de amor ao doce, metade dos britânicos costuma oferecer chocolates.
segunda-feira, junho 04, 2007
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Megafonix2: Miragaia campeão de Amadores no Porto com um goleador bem conhecido nas Curvas |
Foi sofrer até ao fim. A luta pelo conquista do título de campeão da Divisão de Honra dos campeonatos de Amadores da Associação de Futebol do Porto foi imprópria para cardíacos já que foi apenas na última semana que tudo se resolveu. E o Miragaia finalmente levou para casa a taça.
A verdade é que a conquista do título foi tudo menos pacífica. Mas acabou por ser justa, já que o Miragaia, para além de ter uma boa equipa, realizou um campeonato bastante estável, tendo terminado a primeira fase desta prova no primeiro lugar, com mais quatro pontos do que o Fonte da Moura. Curiosamente, não foi o Fonte da Moura que deu dores de cabeça aos agora campeões. Para o mal... e para o bem, acabou por ser o Passarinhos da Ribeira o grande rival do clube de Miragaia nesta fase final.
Para o mal, porque esteve sempre na sombra dos detentores do título, não lhes dando tréguas na tabela classificativa. Para o bem, porque acabou por ser o grande responsável pela conquista do título do Miragaia. É que esta semana a A.F. Porto atribuiu uma derrota ao Passarinhos no jogo da sexta jornada frente ao Cerco do Porto. Jogo esse que, quando foi interrempido, estava favorável aos homens da Ribeira. Ou seja, se olharmos friamente para os números, caso o Passarinhos da Ribeira não tivesse perdido esses três pontos o Miragaia não era campeão. Esta é a mais pura realidade. Mas será que ontem, frente ao Sobrosa, o Miragaia teria tido a mesma prestação caso não fosse já campeão? Quem assistiu ao jogo acredita que sim. Ou seja, acredita que ontem os homens de Miragaia se esforçaram por vencer. Até demais. Da "bancada", e quando o encontro ficou mais duro, ouvia-se claramente "deixem para lá isso que o campeonato já é nosso". Mas isso será sempre uma incógnita. Registado para a história fica a conquista do título.
Miragaia 3
Sobrosa 4
Não fosse o jogo ter ficado demasiado violento no final do encontro - com dois jogadores do Miragaia, Aranha e Marco, a serem expulsos - e teria sido uma excelente partida de futebol. Até porque tinha todos os ingredientes para o ser. É que apesar do Miragaia já ter entrado em campo com o título de campeão no bolso, o treinador Joca queria provar que não teriam sido precisos os três pontos do Passarinhos para que o título ficasse nas mãos da equipa azul e branca. Nas "bancadas" até se ouvia falar em goleada. Mas o que os homens do Miragaia não contavam era que o Sobrosa não tivesse vindo para a festa. A equipa visitante provou ter uma excelente conjunto, onde para além dos valores individuais tinha como principal arma o contra-ataque. O jogo começou nas mãos do Miragaia, que entrou cheio de força. Tanta que apenas tinham passado cinco minutos desde o apito inicial e já Macaco abria o marcador com um excelente golo. Mas a coisa prometia. E sete minutos mais tarde o Sobrosa empatava por Gil. Com a auto-estima elevada, os homens do Sobrosa acabaram por ir para os balneários a vencer, já que Mário não conseguiu marcar uma grande penalidade. Na segunda parte, foi mais do mesmo. O jogo ficou demasiado violento, resultando na expulsão de dois jogadores do Miragaia.
Jogo no campo Alberto Araújo, em Ramalde, no Porto. Árbitro Nuno Oliveira, auxiliado por Carlos Pedra e Sérgio Pinto. Cartões vermelhos: Aranha e Marco.
Miragaia Chibante (Miguel); Zeca (Jonas), Dente, Pedra, Nuno Rocha, Mário (Ramos), António Jorge, Macaco, Aranha, Marco e João.
Sobrosa: Jorge; Tomóteo (Zé Pedro), Gil, Vinhas, Zequinha (Cristiano), Pinheiro, Jardel, Salvador, Carneiro, Bruno e Miguel.
Ao intervalo 1-2. Marcadores Macaco (5), Gil (12), Bruno (25), Marco (52), Aranha (58), Jardel (63), Bruno (85).
Ligações:
Miragaia 3-1 Fonte da Moura: Macaco resolve em meia-hora
sexta-feira, junho 01, 2007
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Curvas2: O dérbi dos "strips" em Roma |
As vedetas italianas Anna Falchi e Sabrina Ferilli comemoraram os títulos de Lazio e Roma fazendo celebrações acaloradas, com muito pouca roupa em cima. São esses "strips" históricos que aqui ficam documentados.
